O ano de 2020 será lembrado como o ano que mudou o mundo: um ano marcado pela pandemia Covid-19Já muito se falou sobre a pandemia e sobre as suas consequências na forma como vivemos as nossas vidas, no nosso comportamento e como afetou as organizações e os seus métodos de trabalho. Mas falar de pandemia também é falar de Ambiente e no impacto que estas alterações tiveram no Ambiente. E isso que vos gostava de falar: de que forma vamos encarar e mudar o nosso comportamento no que diz respeito ao tema Ambiente? 

O Ambiente foi claramente um dos grandes beneficiários da pandemia. A queda das emissões poluentes provocada pelo confinamento do planeta, a recuperação da biodiversidade global e dos ecossistemas e um olhar mais sério para a sustentabilidade por parte das pessoas e da sociedade em geral são alguns dos pontos de melhoria que destaco. 

Em relação às Organizações, importa olhar para as certificações ISO 14001, para os sistemas de Gestão Ambiental e questionar como nos vamos adaptar a este “novo normal” e continuar a gerir e monitorizar o Sistema de Gestão Ambiental?   

Partilho o nosso exemplo.  

Na Bizdirect, como muitas outras organizações com espaços físicos, adotamos como obrigatório desde o dia 1 o teletrabalho. De um momento para o outro passamos para trabalho remoto e deixamos de ter atividades nos nossos espaços e de poder conseguir controlar as medidas implementadas no nosso Sistema de Gestão Ambiental. 

O que identificámos de imediato no sistema: 

             1) A nossa frota deixou de andar na rua, baixaram as emissões atmosféricas; 

             2) Deixamos de ter consumos de Água e Energia, consumos baixaram para além dos objetivos definidos; 

             3) Resíduos, deixaram de ser produzidos no âmbito da nossa atividade. 

Mas estas boas noticias no nosso sistema não se deviam às medidas implementadas para atingir os objetivos e indicadores definidos para 2020, foram devidas ao estado de pandemia em que nos encontrávamos. E como tal não as podíamos encarar como atingimento de metas, mas sim como uma profunda necessidade de rever os objetivos do sistema face ao momento em que vivíamos. 

E por onde começamos? Pelo início… literalmente

1º passo – Contexto da Organização e Necessidade e Expectativas as Partes Interessadas Relevantes

O ponto de partida para uma nova abordagem ao Sistema de Gestão Ambiental consiste em fazer uma reflexão profunda sobre o sistema da organização em contexto de pandemia, e que alterações ocorreram, como por exemplo: o trabalho remoto, a aceleração da digitalização, os eventos e experiências virtuais, entre outros. E naturalmente reavaliar o contexto da organização, as necessidades e expectativas das partes interessadas relevantes. Em contexto de pandemia identificar forças e fraquezas nas questões internas e externas ao sistema. 

2º passo – Riscos e Oportunidades

Identificar riscos e oportunidades afetados, atuar eficazmente sobre eles. É importante atuar de imediato sobre situações de risco, sendo fundamental planear ações, definir os recursos necessários e o momento de agir para mitigar eficazmente os efeitos sobre o negócio.  

3ª passo – Matriz de Identificação de Aspetos e Avaliação de Impactes Ambientais

Após a identificação de riscos e oportunidades importa avaliar a Matriz de Identificação de Aspetos e Avaliação de Impactes Ambientais, focados no ciclo de vida dos produtos/serviços em contexto de pandemia. Vamos perceber que os aspetos ambientais identificados no âmbito das atividades da organização em escritório passaram a acontecer em casa dos colaboradores; os aspetos ambientais do sistema de gestão ambiental passaram a ter incidência indireta; possivelmente mantiveram a significância, mas os controlos terão que ser outros. Contudo sabemos que os controlos de incidência indireta são um obstáculo para a monitorização. 

4ª passo – Rever objetivos e metas do sistema 

Estamos agora em condições de redefinir os objetivos e metas do sistema. Alterações de negócio, alterações estratégicas de negócio requerem uma análise e avaliação adequada dos nossos objetivos e metas. Consequentemente definição de novas formas de controlo. 

Influenciar: O controlo “chave” para o sistema

Na impossibilidade de controlar, e para além de todas as obrigações legais, o controlo chave e o grande desafio encontrado foi influenciar. 

Influenciar os processos definidos no sistema agora com incidência indireta, e influenciar os processos terceirizados (fornecedores).  E é aqui que entra a nossa nova grande missão, influenciar através de consciencialização, formação, eventos e desafios os nossos colaboradores, fornecedores e parceiros.  É importante ressalvar que nesta parte a organização deve ter evidências (reter informação) do planeamento e controlos operacionais de todas as ações realizadas. 

Na Bizdirect, uma organização de tecnologias de informação, a sustentabilidade é um dos nossos grandes compromissos. Neste sentido, reinventamos o nosso Sistema de Gestão Ambiental em situação de pandemia desenvolvendo as seguintes ações:  

          Consciencializámos/sensibilizamos para os temas ambientais e desafiámos os nossos colaboradores a adotar uma maior consciência ambiental, 

          Comunicámos transversalmente as medidas/controlos ambientais, 

          Promovemos debates e discussões sobre o tema do ambiente,  

          Realizámos eventos online, 

          Criámos um calendário ambiental e comemoramos datas importantes (ex.: Dia Mundial do Ambiente),  

          Encontrámos parceiros ambientais para cooperar e participar nos nossos desafios (ex.: Organizações Ambientais de Ambiente, Entidades Gestoras de Resíduos).

Para os fornecedores o nosso foco é a criação de uma Política de Compras Sustentáveis, com o objetivo de influenciar o seu comportamento, estabelecer expectativas, avaliar e identificar riscos na cadeia de abastecimento e desta forma obter o compromisso dos fornecedores em termos de sustentabilidade. 

Joana Pereira, Gestora de Qualidade, Ambiente e Segurança de Informação na Bizdirect

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