A constante evolução tecnológica a que assistimos hoje representa um desafio para as empresas, de todo e qualquer sector, seguirem na liderança para novas realidades de negócio e de expansão. Esta oportunidade, se não for aproveitada, torna-se rapidamente numa ameaça. Se as organizações não se dispuserem a ter a flexibilidade necessária para o progresso rapidamente deixam de ser competitivas.

O paradigma tecnológico nas organizações mudou. No que toca ao desenvolvimento, as empresas precisam cada vez mais de sistemas únicos e/ou adaptados às suas necessidades, requisitos e especificações, de forma a unificarem e otimizarem os sistemas. Se antes víamos essa realidade nas grandes empresas, hoje, cada vez mais, é uma realidade em todas. Com isto, surgem novos desafios para as software houses que têm de responder aos pedidos dos clientes com ciclos de desenvolvimento rápidos e iterações curtas, de forma a responder a adaptações e ligeiras alterações de requisitos que são cada vez mais uma realidade, em oposição ao desenvolvimento tradicional baseado em longos cadernos de requisitos e projetos complexos, que se traduziam num único ciclo longo de desenvolvimento.

Manter as aplicações tradicionalmente chamadas “legacy” implica que se estará dependente de aplicações que não foram pensadas para serem continuamente evoluídas, pelo que os problemas detetados dificilmente serão resolvidos em definitivo. Tal traduz-se em custos significativos, quer por carecerem de mais intervenções, quer por serem em muitos casos a causa de possível quebra dos serviços. Geralmente terão também dificuldades e custos de desenvolvimento elevados para integração com plataformas mais recentes desenvolvidas sobre novas tecnologias.

Nas aplicações legacy as abordagens de migração para Cloud vêm tornar as mesmas mais flexíveis na questão dos equipamentos e locais a utilizar, infraestruturas, velocidade e salvaguarda de informação. Mas as aplicações serão as mesmas, e por isso os problemas de manutenção, integração e desenvolvimento vão transitar para a nova instalação Cloud.

Vamos explorar mais ao detalhe as 5 principais vantagens pelas quais a modernização aplicacional e a adoção serviços de Cloud é importante nas organizações para se manterem competitivas no mercado:

Eficiência

Sistemas legacy tendem a afetar a eficiência geral do sistema, representam peças de software obsoletas, ou sem desenvolvimento ativo, muitas vezes baseados em tecnologias mais antigas o que implica que a Equipa de IT/SI seja obrigada a ter de saber lidar com um número de tecnologias superior ao desejado, tornando também mais difícil a integração de novos elementos na equipa. Por serem desenvolvidos com uma abordagem monolítica, são geralmente peças complexas e que exigem forte poder computacional, tornando-as assim difíceis de escalar, ao contrário do que sucederia se fossem desenvolvidos em blocos isolados. Nestes, cada um pode ter necessidades de escala diferentes, sendo por isso possível otimizar fase a fase, tirando o máximo partido dos recursos disponíveis e não esquecendo a otimização de custos. De igual forma, por termos serviços mais simples e isolados entre si é possível, de forma mais eficiente, detetar causas para possíveis problemas e. os próprios ciclos de desenvolvimento que possam ser necessários para resolver os bugs detetados. são também mais rápidos, uma vez que blocos mais simples têm fases de desenvolvimentos e de teste mais curtas visto que não é preciso alterar e testar toda a aplicação.

Flexibilidade

As tecnologias mais recentes são desenhadas e construídas de forma modular. As aplicações que antes eram complexas, hoje são simples e desenvolvidas em módulos, sendo dessa forma otimizadas módulo a módulo, transitáveis entre sistemas e infraestruturas, e de simples adaptação a diferentes escalas de utilizadores e capacidades. Tecnologias como containerização de aplicações, permitem que seja possível garantir que a mesma é desenvolvida de forma independente da infraestrutura em que está a correr e que terá em produção exatamente o mesmo comportamento que teve no ambiente de desenvolvimento onde fora criada e validada. Os containers permitem garantir redundância e resiliência de forma automática simplificando fortemente a gestão do parque aplicacional.

Controlo de Custos

Ao contrário do que acontece no modelo On-premises onde todo o investimento é feito à priori, na Cloud grande parte dos custos provém do uso de cada componente. Esta escalabilidade traz potencialidades de poupança significativas pois a infraestrutura de cloud é criada de acordo com a necessidade imediata do sistema e, ao contrário dos sistemas tradicionais de On-Premises, é tão fácil adicionar como remover novos recursos, garantindo máxima eficiência de alocação. Mas a verdadeira potencialidade da Cloud na questão económica surge com as aplicações desenvolvidas com base em microserviços em que é possível aumentar ou diminuir capacidades computacionais para os diferentes módulos, ao contrário das aplicações legacy, em que é necessário aumentar a capacidade como um todo. Trabalhar em Cloud traz adicionalmente o benefício imediato de eliminar grande parte das tarefas de gestão de infraestrutura, o que vai libertar recursos para áreas que promovem o desenvolvimento direto do negócio.

Governance
Com a facilidade de criar e ou expandir recursos em Cloud é necessário ter políticas de governance mais avançadas para criar barreiras e garantir que os budgets são cumpridos. Os providers de cloud disponibilizam ferramentas extremamente eficientes para o fazer, ou seja, é possível não só cumprir os limites dos custos, mas também, por exemplo, validações de riscos de segurança, aplicação de patches e updates, compliance assessments, tudo de forma automática com uma periodicidade definida à priori. O que mais uma vez, vem libertar os recursos com tais responsabilidades para que possam dedicar-se a áreas mais críticas para o negócio.

Go Global

Com a crescente competitividade entre empresas é cada vez mais importante expandir as áreas de negócio e apostar em mercados externos. Com as típicas aplicações legacy e infraestruturas On-Premises, isto pode rapidamente tornar-se num desafio complexo. A Cloud traz a flexibilidade que os negócios precisam para a realidade de hoje. As bases de dados referentes aos stocks de produtos, por exemplo, podem ser facilmente geo-distribuídas assim como as aplicações web que consomem esses dados. Garantindo que, independentemente da localização no mundo, haverá sempre uma qualidade de experiência de excelência no acesso à informação. O lado elástico das tecnologias de Cloud e das aplicações modernas permite que cada ambiente reaja às necessidades imediatas da região onde se encontra. Por exemplo, permite que um ambiente instalado na China consiga escalar rapidamente para responder a um pico de compras no Singles Day, voltando automaticamente para o normal após esse período. Ou que um ambiente instalado nos EUA consiga escalar rapidamente para responder a um pico de compras no Black Friday, voltando ao normal após o dia.

Estas são algumas das principais vantagens quando abordamos a temática da modernização das aplicações legacy. Porém, a lista não se esgota a estes pontos.

É essencial fazer uma avaliação antes de migrar um sistema legacy, validar as estratégias possíveis e determinar qual a melhor, de acordo com o objetivo do negócio. É fundamental estarmos conscientes que a decisão de iniciar esta transformação nem sempre é fácil e tem de ser muito bem planeada e executada. Por outro lado, não avançar só faz com que os constrangimentos continuem a crescer até ao ponto em que a própria rentabilidade da empresa pode estar em risco. A decisão certa é escolher um parceiro capaz e de confiança que o possa ajudar nesta jornada, agilizando a expansão do seu negócio através da modernização das apps e uso de serviços de Cloud.

Na Bizdirect ajudamos os Clientes a crescer e a permanecerem competitivos, aproveitando as melhores práticas e os serviços mais recentes, neste caso a Cloud, fazendo com que as equipas se foquem mais em criar soluções para o negócio e adicionar valor à empresa e menos em tarefas técnicas.

Diogo Lopes,
Cloud Services Architect na Bizdirect

Artigo originalmente publicado na edição online da CIO Portugal (11-12-19)

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